domingo, 8 de maio de 2011

Mundo Paralelo

"Quando se olha através de alguém
pode se conhecer o universo paralelo entre o amor e a verdade
e isto nos remete ao mundo mais louco...
o mundo onde se ama a alma.."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Olhar cativante

Empresto à você os meus olhos
para que vejas do meu modo...
sentindo o que permanece congelado
e percebendo as mentiras dos outros...
São olhos que veem o mundo
com cor, giros e gritos...
que penetram profundo na alma
dos que sofrem de tudo um pouco..
São os loucos, os medrosos os calados
os tímidos os fracos os rejeitados....
pode olhar , mas olhe com calma
e não tenha medo do que está lá
são pessoas que tem o que querem
mas não sabem ter o que precisam...
Meus olhos cativam os que tem ainda
a verdade escondida
e olhando por eles encontaras
a transparencia da alma dos que amam
sem nunca saber o que é amar...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amor imaginário

Me abraça forte
diz o que preciso ouvir e não o que eu quero
faça meu coração parar de bater sozinho
em meio as loucuras eufóricas do dia a dia
encontra qual é o lugar certo
pra colocar a chave
derruba a montanha que encobre os meus olhos
preenche o vazio que fica alerta
enquanto os momentos escuros me esquecem
desenha as linhas do meu corpo
dentro de você
segue forte o caminho que meu desejo sente
não se importe se eu te mandar embora
pois só assim
sei que o meu segredo está contigo
e não liga se eu não falar coisa com coisa
é assim que te digo o que sinto
espera que eu te abrace e chore
porque quando choro sou eu mesma
e nada posso gerar de novo
sem a verdade do teu calor em mim
esquece o que viveu de ruim
mas não apaga da memória
pois sem o que fomos
não poderemos ser quem somos
e assim não saberíamos mais dizer o que amamos
tudo pode ser simples
se deixar que o encontro de nossas almas se embriague
porque é inconseqüente o falar
se não está acompanhado do silêncio..
Absorve cada gota do meu beijo
e guarda em seu olhar o meu brilho
ja será tarde o momento de nos encontramos
e mesmo assim
a magia estarrecerá nossas almas
e fazendo isso
estaremos em paz
ficando assim mais lento
o vento
o fogo
o canto
enquanto balançam livres os galhos da árvore
e voam suaves as folhas que
encontrando o chão não se sentem mortas
sabem que seu tempo é esse
mesclando o cinza da chuva
com seu casaco de couro
me apego aos detalhes
tão frágeis
e neles espero paciente
por você
meu amor imaginário..



quarta-feira, 27 de abril de 2011

A ONDA E EU

Se não posso te tocar
no mar encontro com você...
me entrego e isso é verdade
momentos invisíveis aos outros
eu e a onda
nela me encosto
o gelo me acalma
o movimento me integra
paradoxo incontrolável
se adestro meu corpo e me moldo
onde encontro com ela sem ser no mar..
Onde posso ter teu impacto
teu segredo
teu imaginário
são ondas
sou eu
é o mar...


sexta-feira, 18 de março de 2011

Agudos

Sendo um pouco mais exata,
o absurdo sempre me delata
me pego cantando canções abstratas
rimadas em sons etílicos
agudos marcantes
meio assim sem brilho
pois não consigo iluminar sem calor
e o calor vem de quem procuro as tontas
embevecida entres nuvens e chuvas
e me esqueço como são claras as noites que vivia aquecida em algum ombro..
seria tão profundo meu sono que já nem lembro mais os tons
das batidas que antes me gemiam e que caladas respiram em minha alma
ficando então atônitos os lábios endurecidos e sem beijos
pérfidos e gélidos
no vermelho do batom estremecidos
ecoam ainda os distúrbios de todas as fálicas lembranças
cujo cheiro não escondo na memória
e relato nas poucas coisas que digo
e tremo em meio a este gosto
enrolada em meus cabelos longos declaro...
estou morando em mim
e isto me deixa distraida
porque morar em mim é calmo
e não sei ser calma e sem medos
estou aprendendo a ficar
destemida sem trauma do vazio
gerando alguns calafrios
eu retiro minha capa de bela
e adormeço entendendo o tempo
que sem piedade me acaba
e em suas marcas debruço solta
e na humildade entendo o seu poder
pois nada posso contra o tempo
aceito então a condição
de nada deixar em branco
tirando o fato de estar agora sem nexo
tumultuada e aflita
reconheço que sou efêmera
e que tudo não passa de informação genética
( em meados de alguns anos se apagarão)
esquecidos tímidos e solitários
depositados em caixas de madeira
terminam ali nossos sonhos
as vontades as metas os papéis
nada restará que nos contente
pois assim é o fim de quem vive intensamente
nada sabe de si mesmo a não ser o inconsciente
revelado na subliminares mensagens
estarão lá os meus hectares
de terras de idéias e planos
e nada mais se diga em vão.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ALONE

Um fio de cabelo mais curto
permeia os meus ombros bronzeados
onde não sinto o toque de nunhuma mão
que me queira assim profundamente
tão longe que não vejo mais a luz
por que não tenho o amor que nem pressinto
embora aconteçam falas e gestos
não oculto meu desejo de beijar..
a boca da verdade que me odeia
por eu nunca mais amar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

TROCA

Andando sozinha pelas calçadas
percebo as falas os gestos
as coisas desconectas...
e como fosse um vento
eu passo pelas ruas esquecida
de como fora antes o meu dia
e como será amanhã...
são frases jogadas
turbulentas contradições
de quem pensa...
na jangada que velejo o mar do tempo
esperando ficar ele menos longo
enquanto tento encontrar o amor de frente
longe da aparência que me visto em cada dia
desaparecida do frágil visual fútil e irrelevante, quem será o gigante
que me encontrará além da imagem que proponho
além dos olhos e da boca atraente
que gera a sedução que não me encaixo
para tentar driblar a verdade
(que é o que sinto e penso)
o preço da beleza e do desejo
trai a idéia de mim mesma
contraída na roupa agarrada
finda a mais fina camada
onde escondo a fala o grito e o encanto
facilmente espelhada em meus olhos
por aquele cuja visão é alta;
tendo em vista a minha mente
troco tudo que for fácil pela verdade que atropelo
com a superficialidade trabalhada
pra que não seja encontrada
minha alma vazia de amor
meu corpo carente de emoção
meu sentimento mais puro...
graduado de um em um
até que se encham os copos
e transborde minha paciência
na jaula imensa que é meu eu
onde presa amorteço minhas quedas
tremendo de medo eu não revelo eu troco
alma, corpo e mente.
Querendo ficar menos solta
pra que você me absolva das culpas
me entenda em sussurros e
beije o meu espírito
abaixando minha nuca em tua boca
emaranhado no meio dos meus cabelos
resolva decidir que sou pra sempre
troco tudo
troco o tempo
pelo que realmente fica
guardando imagens seladas
pelo apelo do amor que não tenho
pelo sossego de teu segredo
troco o teu amor pelo meu gelo.