Uma imagem
Uma ilusão
Uma miragem
um homem sem coração
Um cacto
e os espinhos aqui
olhei para dentro
mas eu não estou lá
estou no meio
estou no alto
estou fora de mim !
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Espelhos d!agua
São só espelhos d!agua
e minha imagem dissolvendo
sou a sombra de mim mesma
correndo... correndo
e minha imagem dissolvendo
sou a sombra de mim mesma
correndo... correndo
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Espaço vazio.. enquanto não te encontro
Se no campo não é permitido voar
nos encolhemos em entranhas
absortos em pensamentos insólitos
que degelam com o passar dos dedos
sobre a pele ainda viçosa
e o som intrépido e profundo
das melodias mais lentas
nos consome em desejos inertes
e o olhos umedecem sem medo
e a boca seca de vontade..
não são mais os mesmos, o amor
os segredos
é algo assim traspassado
como o vento no espírito
e achama que sobe . de uma vela.
Quando a onda volta, rpuxada pela maré
não será mais a mesma composição
estarão sempre se misturando
conchas e grãos
e no calor da areia aquecemos as costas
e o respirar fica mais forte
como quem nao fosse esquecer de si mesma
mas que sem querer se prde
total ou pacialmente naqueles momentos quentes..
Mas são apenas as gotas
que respingam sexo e prazer
são apenas os tons ressonantes
dos recessos e abundâncias
é a solidão o vazio de quem perdeu a esperança
e a palides do espaço em que não te encontro...
Não sei quanto..
Nada sei .. portanto
do tempo que resta
entre o riso e o pranto
Nada sei portanto
sobre o que restou de mim
além do espaço
em que não te enconto...
nos encolhemos em entranhas
absortos em pensamentos insólitos
que degelam com o passar dos dedos
sobre a pele ainda viçosa
e o som intrépido e profundo
das melodias mais lentas
nos consome em desejos inertes
e o olhos umedecem sem medo
e a boca seca de vontade..
não são mais os mesmos, o amor
os segredos
é algo assim traspassado
como o vento no espírito
e achama que sobe . de uma vela.
Quando a onda volta, rpuxada pela maré
não será mais a mesma composição
estarão sempre se misturando
conchas e grãos
e no calor da areia aquecemos as costas
e o respirar fica mais forte
como quem nao fosse esquecer de si mesma
mas que sem querer se prde
total ou pacialmente naqueles momentos quentes..
Mas são apenas as gotas
que respingam sexo e prazer
são apenas os tons ressonantes
dos recessos e abundâncias
é a solidão o vazio de quem perdeu a esperança
e a palides do espaço em que não te encontro...
Não sei quanto..
Nada sei .. portanto
do tempo que resta
entre o riso e o pranto
Nada sei portanto
sobre o que restou de mim
além do espaço
em que não te enconto...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
ENCANTO
Somos os amantes do tempo que meramente contemplam a vinda do outro dia sem pensar nas batidas do coração que se cala no argumento insano das paixoes...
somos humanos morrendo ao vento simplismente por não saber como se decifra o amor...
Somos os recortes das páginas das revistas lidas que não serão mais usadas e apagadas na memória das respostas sem perguntas...
somos o inverso do passional o avesso do inquieto a verdade temporaria que se apagará na lembrança de algum neto que em um momento qualquer terá alguma foto em um computador...
Somos o dia e a noite no nada ...
Somos o infinito no alfabeto grego... Somos o que se esquece amanha e que não serve pra nada a não ser para perpetuar o algo que brota e bóia em algum fundo de poço...que só com muita luz alguém vai ver...
Somos os que destroem o planeta sem perceber..
Somos o que deveriamos não ser... Somos os biodesagradáveis...que detonam o mundo por conforto e perdem o conforto por destruir o mundo...
somos humanos morrendo ao vento simplismente por não saber como se decifra o amor...
Somos os recortes das páginas das revistas lidas que não serão mais usadas e apagadas na memória das respostas sem perguntas...
somos o inverso do passional o avesso do inquieto a verdade temporaria que se apagará na lembrança de algum neto que em um momento qualquer terá alguma foto em um computador...
Somos o dia e a noite no nada ...
Somos o infinito no alfabeto grego... Somos o que se esquece amanha e que não serve pra nada a não ser para perpetuar o algo que brota e bóia em algum fundo de poço...que só com muita luz alguém vai ver...
Somos os que destroem o planeta sem perceber..
Somos o que deveriamos não ser... Somos os biodesagradáveis...que detonam o mundo por conforto e perdem o conforto por destruir o mundo...
domingo, 22 de novembro de 2009
Calada
Embora eu me sinta calada ...
não estou
Tanto que eu desejo ser calada
Mas não sou
Tento ser o que não sou
Pra ficar suportável
ser quem sou
Todavia as pessoas tristes
Me vêem como não sou
Sendo tristes e vazias
Nada conseguem ver
Cegas de inveja
Querem apontar o que de mim ficou
São apenas momentos
Ninguém pode perceber isto?
A vida tão pequena e breve
Parece longa e feroz
Meu rosto esconde o pranto
que não saiu
São apenas momentos breves
Será que ninguém consegue ver isto?
Somos sombras
Somos nada
Somos a vaidade
Somos o desejo
O escândalo
O terror de não ser quem queremos
São tantos os gritos sufocados de todos
São tantos os que desejam a morte
São todos os que provocam a morte
São os que tem medo do brilho
Os que não suportam perder
Mas não sabem que não se perde o que não se tem
Somos derivados e constantes
Somos matrizes e cópias
Somos os clones de nós mesmos
Nos repetindo repetindo....
Os mesmos erros de sempre
Não corrigimos
não corrigimos
São apenas lagartas
Que caem dos cascos das árvores
Que também
não durarão para sempre
somos apenas o resto
Que sobrou de nós ontem
Zomba de nós o tempo
O espelho
No lago tenso e frio
Refletida está nossa imagem
Somos o nada no vento
Somos o catavento
Não prende o vento e
roda
Como rodamos no tempo
Não giro no caleidoscópio
Mas sou a cor
A tinta
Sou o quadro que pintei
Estou nele o tempo que posso
Para me esconder do momento
Onde a noite me assombra os dentes
Apenas dedico o dia
As coisas que são importantes
Pois nada é importante
A não ser o próprio dia
Somos o nada
A gota
O orvalho
Perenes
Poveros
Pequenos
Mas grandes são nossos sonhos
Somos tudo que apodrece
Somos tudo que fere
Somos o nada que machuca
Somos o dedo do meio
A máscara do sorriso
Os momentos
Somos o próprio tempo
Flexível e mutante
Somos o erro da ancora
Que cai sem saber bem onde
E presos no fundo escuro
Pelo nosso proprio peso
Nem tentamos sair
Entendemos que isto é o real
Isto é verdade
Isto é assim
Por que assim se fez a âncora
Para o navio segurar
Não tem noção que é âncora
Nunca aprendeu a voar
Mas do mesmo ferro da ancora
É feito o casco do navio
Somos um
Somos ferro
Somos navio
Somos presos
Somos todos iguais
Querendo ser diferentes
Somos todos corrosíveis
Somos o aço do tempo
Ninguém conhece a si mesmo
Ninguém sabe nada sobre o tempo
Ninguém sabe quanto dura seu tempo.
não estou
Tanto que eu desejo ser calada
Mas não sou
Tento ser o que não sou
Pra ficar suportável
ser quem sou
Todavia as pessoas tristes
Me vêem como não sou
Sendo tristes e vazias
Nada conseguem ver
Cegas de inveja
Querem apontar o que de mim ficou
São apenas momentos
Ninguém pode perceber isto?
A vida tão pequena e breve
Parece longa e feroz
Meu rosto esconde o pranto
que não saiu
São apenas momentos breves
Será que ninguém consegue ver isto?
Somos sombras
Somos nada
Somos a vaidade
Somos o desejo
O escândalo
O terror de não ser quem queremos
São tantos os gritos sufocados de todos
São tantos os que desejam a morte
São todos os que provocam a morte
São os que tem medo do brilho
Os que não suportam perder
Mas não sabem que não se perde o que não se tem
Somos derivados e constantes
Somos matrizes e cópias
Somos os clones de nós mesmos
Nos repetindo repetindo....
Os mesmos erros de sempre
Não corrigimos
não corrigimos
São apenas lagartas
Que caem dos cascos das árvores
Que também
não durarão para sempre
somos apenas o resto
Que sobrou de nós ontem
Zomba de nós o tempo
O espelho
No lago tenso e frio
Refletida está nossa imagem
Somos o nada no vento
Somos o catavento
Não prende o vento e
roda
Como rodamos no tempo
Não giro no caleidoscópio
Mas sou a cor
A tinta
Sou o quadro que pintei
Estou nele o tempo que posso
Para me esconder do momento
Onde a noite me assombra os dentes
Apenas dedico o dia
As coisas que são importantes
Pois nada é importante
A não ser o próprio dia
Somos o nada
A gota
O orvalho
Perenes
Poveros
Pequenos
Mas grandes são nossos sonhos
Somos tudo que apodrece
Somos tudo que fere
Somos o nada que machuca
Somos o dedo do meio
A máscara do sorriso
Os momentos
Somos o próprio tempo
Flexível e mutante
Somos o erro da ancora
Que cai sem saber bem onde
E presos no fundo escuro
Pelo nosso proprio peso
Nem tentamos sair
Entendemos que isto é o real
Isto é verdade
Isto é assim
Por que assim se fez a âncora
Para o navio segurar
Não tem noção que é âncora
Nunca aprendeu a voar
Mas do mesmo ferro da ancora
É feito o casco do navio
Somos um
Somos ferro
Somos navio
Somos presos
Somos todos iguais
Querendo ser diferentes
Somos todos corrosíveis
Somos o aço do tempo
Ninguém conhece a si mesmo
Ninguém sabe nada sobre o tempo
Ninguém sabe quanto dura seu tempo.
sonho
Um sonho é muito pequeno pra abrigar o elogio e muito grande para separar um mundo acordado de outro
sonho acordada com o seu elogio e me separo do mundo
sou pequena para abrigar o que esta separado e acordo em meu mundo de sonhos.
sonho acordada com o seu elogio e me separo do mundo
sou pequena para abrigar o que esta separado e acordo em meu mundo de sonhos.
Caminhada
Por que mais uma vez encontram-se abafados os medos dos que choram de amor ?
(E ainda procuram dentro de si o coração perdido onde abutres teimam em comer o que sobrou de mim)
Embora os sonhos, tenham se perdido no meio de tantos ornamentos, ainda sangra a face e os olhos em meu lamento.
Choro os sonhos perdidos e o tempo. Apagam-me a alma.
Não lembro mais de quem fui e também não sei mais quem sou.
Perdida nesta grande e longa caminhada que parece tão curta, mas larga, esqueço, no ímpeto de esquecer. E tento recuperar o elo perdido, flagrante despido de mim.
Nas frágeis telas, sombras que se vão, intrépidas, entre as folhas secas do gemido quente, do meu desejo pela paixão.
Embora não sejam estes os imãs que me grudam nas paredes do meu peito, ainda peço o temido beijo, que congele por inteiro o meu corpo e me entregue por completo ao general que comanda a jaula, onde esta presa a minha palavra, que insiste tanto em ser declamada.
A tão chamada e inerente ingratidão.
Porque seria tão temida a fraqueza do meu coração?
Para que sentir o amor se ele não me revela a paixão? Para que sentir a paixão se ela enfraquece o gesto, emudece a voz e cala a expressão.
São apenas sons, que vem e vão, são apenas gozos perdidos no colchão.
E a cada dia encontro o medo gerado por todos os homens passados.
Mas ainda assim eu tento,,, não ter meu corpo parado no alto de um monte gelado cortado pelo vento frio.
Não existe vento aqui onde estou nem tão pouco o amor tomou-me por inteiro, mas sinto a ausência do amor, que é bem pior que senti-lo e a perdição do restrito, do não permitido a mim, por ser tão pequena e grande tão humilde e fria.
Não existe amor nenhum, não existe nenhuma paixão.
São apenas desejos, escondidos na mente, felicitando os líquidos jogados pelo meu cérebro intocável, que procura desesperado, um meio de fazer-me feliz, neste recrutado é mórbido mundo sem falácias sem montanhas, sem uma siquer verdade, inteira ou metade.
( Hora de solidão)
(E ainda procuram dentro de si o coração perdido onde abutres teimam em comer o que sobrou de mim)
Embora os sonhos, tenham se perdido no meio de tantos ornamentos, ainda sangra a face e os olhos em meu lamento.
Choro os sonhos perdidos e o tempo. Apagam-me a alma.
Não lembro mais de quem fui e também não sei mais quem sou.
Perdida nesta grande e longa caminhada que parece tão curta, mas larga, esqueço, no ímpeto de esquecer. E tento recuperar o elo perdido, flagrante despido de mim.
Nas frágeis telas, sombras que se vão, intrépidas, entre as folhas secas do gemido quente, do meu desejo pela paixão.
Embora não sejam estes os imãs que me grudam nas paredes do meu peito, ainda peço o temido beijo, que congele por inteiro o meu corpo e me entregue por completo ao general que comanda a jaula, onde esta presa a minha palavra, que insiste tanto em ser declamada.
A tão chamada e inerente ingratidão.
Porque seria tão temida a fraqueza do meu coração?
Para que sentir o amor se ele não me revela a paixão? Para que sentir a paixão se ela enfraquece o gesto, emudece a voz e cala a expressão.
São apenas sons, que vem e vão, são apenas gozos perdidos no colchão.
E a cada dia encontro o medo gerado por todos os homens passados.
Mas ainda assim eu tento,,, não ter meu corpo parado no alto de um monte gelado cortado pelo vento frio.
Não existe vento aqui onde estou nem tão pouco o amor tomou-me por inteiro, mas sinto a ausência do amor, que é bem pior que senti-lo e a perdição do restrito, do não permitido a mim, por ser tão pequena e grande tão humilde e fria.
Não existe amor nenhum, não existe nenhuma paixão.
São apenas desejos, escondidos na mente, felicitando os líquidos jogados pelo meu cérebro intocável, que procura desesperado, um meio de fazer-me feliz, neste recrutado é mórbido mundo sem falácias sem montanhas, sem uma siquer verdade, inteira ou metade.
( Hora de solidão)
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