É tão fina a linha que define
o bem do mal
o oásis e o deserto
o catavento do enorme giro da hélice heólica.
É tão próxima a diferança
entre o que é meu
e o que não será
o que é brando
do que é sereno
e orvalho?
São tão poucas as semelhanças
entre o vento e o espírito
a manhã e o tempo.
Quem pode esconder-se de si mesmo
se fica tão grosso o gelo
no meu frio ,se fica tão doce o chocolte na mão.
Quem pode esconder- me em seus braços
se eu agora não vejo mais
se as derradeiras frases agora são comuns...
Quem saberá decifrar o enigma
se o apelo é uma picada de escorpião..
Se a dor do veneno esconde no balanço
a rede parada no meu quarto.
Onde pode ser que tirei meu chapéu
e coloquei pendurado
esquecendo quem fui e sou
pra desmazelada jogar-me na cama
escutando o som esquecido
da voz que agora me aterroriza
por não existir mais em mim .
Quem pode me dar a tua face
pra que eu nela me desfaça
e relate atorduada o meu segredo
e cega seja destruida
como Sanção com Dalila
com meus cabelos caidos
espalhados no lençol amanhecido
que não tem mais o teu cheiro
terminando nele mesmo seu fim
sem mais lembrar do teu beijo?
Momento de delírio e razão
e o que pensam sobre a minha conciência
esta armado na guarita
esperando a hora bendita
e que rojões estourem meus miolos
e o silêncio
meu coração.
terça-feira, 29 de junho de 2010
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